Está na hora de trocar o pior goleiro do Brasil, escalado pelo técnico , é claro .
17 de maio de 2010
Amorim, o que está fazendo com nosso Lula? (comentário)
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16 de maio de 2010
Convenção do partido da esquerda alemã PDS (comentário)
"Temos que descobrir o que nos une", diz um delegado do ocidente alemão após a conveção, acrescentando um alerta: "Senão essa coisa não se sustenta a longo prazo."
O PDS é uma unificação das esquerdas da Alemanha ocidental e oriental.
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11 de maio de 2010
Dócil e arisco (animais)
Arisco, um gato em hipótese nenhuma terá a chance de conhecer o amor de um ser humano.
Dócil, um gato com grande probabilidade terá a oportunidade de conhecer o terror humano.
Uma hipótese é-lhes comum.
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10 de maio de 2010
As cinzas do vulcão (humor)
"Centenas de brasileiros ficam presos em Lisboa devido às cinzas vulcânicas."
O que será então na quarta de Cinzas?
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8 de maio de 2010
O Brasil vai fugir à confrontação com os crimes da ditadura?
Artigo de autoria de Prof. h. c. Heinz F. Dressel, P. em., Nurembergue, Alemanha
O julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre uma reinterpretação da Lei da Anistia de 1979 - a qualprotege integralmente os respectivos representantes dos governos militares de serem julgados por execuções extrajudiciais, por torturas e por estupros -, este julgamento do STF que tomou lugar no dia 28 de abril 2010 em Brasília, infelizmente indulta e protege àqueles representantes dos governos militares que de maneira maciça cometeram crimes contra a humanidade.
Fazendo parte do primeiro grupo de pessoas que assinaram o „Apelo ao Supremo Tribunal Federal Não anistie os torturadores", enviado pelo Comitê Contra a Anistia dos Torturadores, observo com estranheza e repúdio a decisão do Supremo, que em última análise absolve os torturadores que andam por aí como qualquer policial ou militar honesto que está cumprindo seu dever de zelar pela observação das leis e pela manutenção da ordem pública no Brasil.
Engana-se o Supremo, que iguala as vitimas do terror da ditadura aos torturadores. É um equívoco falar numa „bilateralidade" com referência aos dois lados, os torturadores e as vítimas do terror nos porões. Fato é, que o governo militar em 1979 promulgou uma Lei de Anistia que exonerava todos os acusados que cometeram „crimes políticos ou conexo com estes". As violações dos direitos humanos cometidas por agentes de segurança ou outros integrantes dos governos militares foram interpretadas como „atos políticos", coisa injustificável, porque num Estado de direito nunca pode-se classificar prisões e execuções extrajudiciais, torturas, estupros ou desaparecimento „a serviço da Pátria" como „crimes políticos ou conexo com estes", e os incluir na anistia. É coisa absurdíssima mesmo, que só se explica refletindo sobre os motivos de tal argumentação. Quem sabe, a razão do julgamento era a mesma que valeu na elaboração da lei de1979: a „pacificação do País".
Sem dúvida passaram-se desde os tempos da ditadura já umas décadas; por isso vale lembrar os fatos básicos do assunto em disputa. Foi Dom Hélder Câmara quem disse que a violência dos terroristas de esquerda era a de número 2, derivada da violência número 1, ou seja, a deposição de Jango. As hostilidades foram iniciadas pelos militares, que passaram a prender e a torturar, comprovadamente já nos primeiros dias da "revolução salvadora", como costumaram chamar o movimento dos generais que assaltaram o Poder.
Os que se envolveram na luta contra a ditadura, contra os torturadores e seus mandantes, estavam apenas reagindo à violência. Atiraram depois; os que foram absurdamente chamados guerrilheiros e até de terroristas, agiram e reagiram em legítima defesa.
Não foi como o ex-ministo dos generais (Educação e Justiça), Jarbas Passarinho, me quis fazer crer quando me escrevia numa carta datada de 16 de dezembro de 1996, ao responder uma carta tipo resenha da interessantíssima biografia dele, que lhe havia enviado no dia 13.11.1996. “Não sei se o senhor conhece o livro: 'A esquerda armada no Brasil', premiado em Cuba e escrito apartir de depoimentos de guerrilheiros e terroristas de filiação comunista. Publicado em 1973, nele se contam as ações de assassinato denominadas „justiçamento", como as do capitão americano Chandler, sob pretexto de ter lutado contra o povo vietnamita e ser „agente do CIA"; do empresário Boilensen; e do major alemão, aluno da Escola de Estado Maior do Exército brasileiro, "justiçado" por engano, tomado que foi pelo capitão boliviano Gary Prado, que prendera Che Guevara. Tudo é revelado com orgulho pelos depoentes!"
Quem iniciou a violência nos dias da páscoa em 1964 não foram os ditos “terroristas de filiação comunista", como hoje em dia alegam os militares; muito pelo contrário, foram os adeptos da "revolução democrática", como consta o caso do famoso Gregório Bezerra, que no dia 1º de abril encontrava-se no caminho do sertão pernambucano rumo ao Recife. Ao ter chegado na usina Pedrosa em Ribeirão, ele foi preso por um capitão da PM. Na viagem ao Recife encontraram um destacamento do Exército acompanhado por um bando de pistoleiros, enviados pelo proprietário do latifúndio Estreliana para matar o Gregório. Ocorreu uma disputa acerca do procedimento mais razoável: matar o preso na hora mesmo ou mais tarde? Resolveu-se levá-lo a Ribeirão. Chegado lá, amarraram o homem e o jogaram num veículo do Exército. No Recife o entregaram às mãos do general Justino Alves Bastos, comandante do IV. Exército. De lá o levaram ao quartel da Companhia de Motomecanização. Imediatamente o comandante, tenente-coronel Darcy Villocq Viana, junto com uma turma de soldados, o agrediu, batendo nele fortemente com seus fuzis, não poupando ponta pés. Acontece que entre os presos que juntamente com Gregório deram entrada havia também um médico, ao qual deram ordem de limpar o homem do sangue que correu fortemente. Este médico utilizou sua própria camisa para tratar os ferimentos do Gregório. Enquanto o médico se ocupava do Gregório Bezerra, por incrível que pareça, o tenente-coronel tentou induzir uma barra de ferro no ânus dum preso seminu. Isso aconteceu no primeiro dia do mês de abril, e nenhum dos presos que passaram tais crueldades foi um „terrorista", e nem se fala num "torturador".
Não faz mais o mínimo sentido falar de „bilateralidade", como o está fazendo o Supremo! A tortura tornou-se instrumento exclusivo das forças de segurança (que contradição!) da ditadura. Vejam a tragédia no Nordeste: „Nos porões dos quartéis dominados pelos criminosos, mas também nas principais ruas doRecife, com prisioneiros sendo „passeados à vista de todos, e relembre-se, amarrados pelo pescoço", diz Helio Fernandes. Também a „via crucis" do Gregório o levou pelas ruas da cidade. Num cenário macabro, envolto de uma multidão estarrecida na „Praça Burle Marx", como o lugar se chama hoje, em frente à igreja do bairro de Casa Forte, perante um número de instalações da paróquia, inclusive um colégio de freiras, o comandante do destacamento militar gritou: „Venham todos e olhem como se enforca o comunista Gregório Bezerra!" A madre superiora do colégio assistiu com horror o cenário bárbaro lá embaixo; quando suas alunas, cheias de medo, observaram tudo pelas janelas, pegou o telefone e avisou o bispo, que imediatamente alarmou a hierarquia militar. "No último momento apareceu o coronel Ibiapina e parou as bestialidades que horrorizaram todos os moradores", contou Paulo Cavalcanti. Sargento Gregório foi condenado a muitos anos de prisão, mas antes, junto com outros 69 presos políticos do governo brasileiro, foi trocado contra o embaixador da Suíça, Giovanni Enrico Bucher, sequestrado por guerrilhas urbanas, e levado ao Chile.
O terror no Nordeste, produzido por elementos pertencentes ao IV. Exército, chegou a tamanha extensão que o presidente Castelo Branco teve que enviar o general Ernesto Geisel, chefe da casa militar, a Pernambuco para investigar a situação devido às reclamações de todos os lados. O relatório de Geisel existe, mas faz parte dos documentos que estão sendo tratados como segredo de Estado para o cidadão brasileiro não olhar.
Dói falar sobre a tortura „ou conexo com esta".
Notei isso quando, na ocasião de uma visita a sua casa, no dia 30.8.2007, conversei com o ex-ministro dos generais, Jarbas Passarinho. Referindo-me à biografia dele, chamei atenção ao fato de que, quando há 35 anos o visitei no ministério de educação na capital, não havia deixado de fazer uma observação a respeito das coisas ocorridas „nos porões" das Forças Armadas. Ele repetiu a resposta que havia-me dado naquela ocasião: „Estou certo de que os senhores realmente ouviram muito mais sobre o terror clandestino nos porões da polícia ou nos recintos de certos quartéis do que nós ministros civis dos governos dos generais."
Lembrei que o ministro Passarinho naquela vez, em 1972, havia sido o único representante do Governo militar que deixou passar a palavra „tortura" por seus lábios apesar de que ele diminuiu a admissão da existência da tortura pelo termo „não sistemática"...
Após esta reminiscência, Jarbas falou por mais tempo sobre o tópico da tortura, destacando que ele, também como membro do Exército em função de oficial de reserva, rejeitava a tortura. Aí ele mencionou um caso de tortura que havia provocado sua imediata reação bastante enérgica. Nesse contexto ele mencionou o general Frota, que sem dúvida se inclinava à direita, mas que era rigorosamente contra a tortura. Jarbas contou com orgulho que durante seu mandato de governador do Estado do Pará não havia sido necessário prender nenhuma pessoa por causa do uso da tortura.
Mas ..., ao disputir sobre certos métodos da tortura, através dos quais, pelas circunstâncias dentro de um prazo muito curto, poder-se-ia receber informações essenciais de natureza militar - como havia sido com os franceses na Argélia - nestas condições o sofrimento de uma só pessoa poderia ser aceitável para salvar a vida de muitas outras pessoas. Poderia se dizer que esse sofrimento seria apenas um sofrimento menos grave, como no dentista, que tira um dente sem anestesia alguma; dói na hora, mas a gente esquece logo ... Ouvindo isso, me lembrei do lema do sumo sacerdote Caifas, presidente dos sacerdotes no ano da execução do rebelde Jesus: „É melhor que morra apenas um homem pelo povo,do que deixar que o país todo seja destruído" (João 11,49).
Mas, não eram dentistas os torturadores, muito pelo contrário, eram monstros que se tornavam poderosos ao maltratar os outros. Suas vítimas eram idealistas, como Jarbas Passarinho admitiu caracterizando-os de „idealistas paradoxalmente materialistas". Foram severamente torturados, mas nunca torturaram ninguém. Convivi durante anos com esta "diáspora" brasileira na Alemanha e na Franca, jovens formidáveis.
Entre eles Luís Travassos, líder estudantil em São Paulo, como José Serra. Nos anos 1967/68 Luís liderou grandes passeatas, gritando palavras de ordem como „O povo unido jamais será vencido" - a única arma utilizada pelos estudantes rebeldes. Luis foi co-organizador do famoso Congresso da UNE em Ibiúna, onde se reuniram mais de 1.000 estudantes, clandestinamente, como pensaram, mas o SNI estava bem informado. No último dia de seu mandato como presidente da UNE, em 12 de outubro de 1968, Travassos foi preso com 920 estudantes. O rapaz ficou detido durante um ano inteiro. As bestialidades que sofreu esta juventude idealista contou o colega de Luís na direção da UNE, Jean-Marc von der Weid, também apriosionado, numa entrevista ao epd-Nachrichtenspiegel Nº12 do dia 25.3.71: desde o primeiro dia foram batidos e sistematicamente torturados, houve repetidamente execuções fingidas, os presos foram pendurados pelas pernas e torturados com choques elétricos, e praticou-se o „water boarding" ou quase-afogar das vitimas horrorizadas. Tirar um dente sem anestesia?
Travassos deixou este inferno criado pelos "órgãos de segurança" depois de um ano, acompanhado de 14 presos políticos, em troca do embaixador dos Estados Unidos, Charles Burke Elbrick, sequestrado por guerrilhas urbanas. Um avião da Força Aérea os levou ao México, "banidos por tempo de vida."
Seu caminho o levou via México, Cuba e Chile à Alemanha, onde chegou com sua esposa Marejai Lisboa e onde a Obra Ecumênica de Estudos em Bochum os acolheu.
O histórico da Marijane foi muito cruel também. Junto com a juventude estudantil carioca ela agitou nos primeiros anos depois do golpe, assistindo a passeata em 1968 em que mataram o jovem estudante Edson Luís. Por ordem do serviço de inteligência, a Marina Marijane foi presa no CENIMAR - Centro de Informações da Marinha na Ilha das Flores, onde a tortura era tão brutal que o coração começou a falhar. Demorou um ano e meio até que a moça teve de se apresentar perante um tribunal militar. Apesar de absolvida, ela foi detida de novo em frente à porta do tribunal. Posta em liberdade depois de 20 dias, ficou livre durante 5 dias e de novo entrou no cárcere. Depois de 30 dias foi posta em liberdade. Um advogado da família a buscou, mas no caminho o carro dele foi parado, pegaram a Marijane e a levaram encapuzada ao centro de tortura do Exército na Tijuca. Afamília conseguiu que ela fosse posta em liberdade depois de três semanas. Aí, no caminho a casa, Marijane resolveu pedir asilo na embaixada chilena, de onde se foi para Santiago. Que odisséia!
Como é que é possível falar de "bilateralidade" com vistas a estas pessoas que sofreram todo tipo de besteira - inclusive estupro - e que nunca na vida nem tocaram em outra pessoa, como o STF pode colocar estas pessoas do lado dos torturadores?
Como os ministros do Supremo podem chamar de bilateral a anistia dada a torturadores e a brasileiros que praticaram o "crime" de resistir a esses torturadores?" - perguntou também Helio Fernandes, grande repórter da Tribuna da Imprensa, praticamente liquidada pela ditadura.
Como é possível comparar monstros como aqueles que despedaçaram o preso Bacuri Eduardo Leite, militante da guerrilha urbana, primeiro cortando-lhe uma orelha, depois tirando-lhe os olhos e arrancando-lhe um braço, destruindo seu corpo, membro por membro - como é possível comparar monstros que fizeram coisa desta com as vitimas que não torturaram ninguém em toda sua vida? Monstros que até esquartejaram os cadáveres de suas vitimas como se fossem bois no matadouro, métodos que se usaram no Centro de Investigação em Petrópolis-RJ.
Considerando tudo isso, o julgamento do Supremo Tribunal Federal parece ser irracional. Tortura não pode ser considerada função legítima do Estado, não é possível declarar a tortura parte dos deveres dum funcionário público, Tortura é crime contra a dignidade humana e não deve ser anistiada. Se o torturador agiu em nome do Estado, deve ser responsabilizado até o governo, como neste meio tempo acontece no Chile, na Argentina e no Uruguai.
Lamentamos que o Brasil rejeite a confrontação com um período escuro de sua história.
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7 de maio de 2010
Perguntas sem respostas (redação 01)
“Policiais Militares Rodoviários (PRE) de Ponta Porã MS, em fiscalização na data do dia 07/10/09 às 02h20min, em frente à Base Operacional da Polícia Militar Rodoviária, ao abordar o veiculo GM S10, de placas IPS 8414 de Boa Vista do Cadeado RS, conduzido pelo Senhor XXX e a passageira XXX, após vistorias no veículo foi encontrado no estepe 14 tabletes de cocaína. Diante dos fatos o mesmo foi preso em flagrante e cientificado de seus direitos constitucionais e entregue na Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã-MS, juntamente com a droga apreendida, que depois de pesada totalizou 19,900Kg (dezenove quilos e novecentos gramas), para providências junto à autoridade competente.”
(Fonte: Nota à imprensa de 07 de outubro de 2009, Assessoria de Comunicação Social da PMMS/PRE)
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Pergunto: segundo o texto,
- o que os Policiais fizeram?
- quem conduziu o veículo em questão?
- quem foi preso?
- o que foi encontrado?
- quem foi entregue na Delegacia?
- quanto pesou a droga apreendida antes de ser pesada?
Responder rigorosamente estas 6 perguntas é uma graça. Vejamos
1. O que os Policiais fizeram?
Nada.
Os policiais são o sujeito da frase. Sujeito é aquele que faz alguma coisa. Ele pode correr, atirar, balear, dormir, estar desatento, fugir, até morrer. Qualquer coisa. Mas precisa fazer para ser sujeito. Estes policiais não fazem nada. Afinal, “ao abordar” e “após vistorias” são circunstâncias nas quais os policiais pretendiam atuar ou atuaram, e seu comunicador social não foi capaz de encontrar palavras para nos descrever esta suposta atuação. Provavelmente os policiais encontraram algo. Alguém outro, porém, encontrou por eles. Algum sujeito na voz passiva nos omitido. Tirando as circunstâncias, a frase ruma para o seguinte abismo:
Policiais Militares Rodoviários (PRE) de Ponta Porã MS foi encontrado no estepe 14 tabletes de cocaína.
Cruzes! Existe nota abaixo de zero?!
2. Quem conduziu o veículo em questão?
Duas pessoas. (Pode ter sido um carro de auto-escola?)
Diz a frase, claramente, porém bem escondidinho num turbilhão de circunstâncias caóticas: “…ao abordar o veiculoGM S10, de placas IPS 8414 de Boa Vista do Cadeado RS, conduzido pelo Senhor XXX e a passageira XXX…”
3. Quem foi preso?
O pneu de socorro.
Infelizmente isto está claro demais: “… após vistorias no veículo foi encontrado no estepe 14 tabletes de cocaína. Diante dos fatos o mesmo foi preso em flagrante e cientificado de seus direitos constitucionais …”
4. O que foi encontrado?
Nada.
Ao menos a rigor - nosso legítimo rigor com respeito a um bacharel em comunicação social. Temo que este não nos entenderá, portanto nos explicamos. Se ele nos informa que “foi encontrado” algo, podemos com toda razão gramatical esperar uma unidade. Isso não significa que deva ser pouco ou pequeno. Pode ser um milhar de tabletes, um quilo de maconha. Mas fala de “14tabletes de cocaína”. Em termos de gramática (e de lógica gramatical), “foi encontrado” e “14 tabletes” nada tem a ver. Eles nada têm a ver um com o outro.
5. Quem foi entregue na Delegacia?
O preso (que é o pneu, como vimos acima) e o entorpecente.
Em momento inoportuno, o comunicador social reencontrou a coerência que de resto lhe foge. Prendeu o pneu e evidentemente o entregou na delegacia: “Diante dos fatos o mesmo foi preso em flagrante e cientificado de seus direitos constitucionais e entregue na Delegacia de Polícia, juntamente com a droga apreendida.”
O pneu roda, mas o comunicador social também rodaria.
6. Quanto pesou a droga apreendida antes de ser pesada?
Não sabemos.
E, a princípio, nem queremos saber. Não queremos saber quanto a maconha pesou antes nem depois de pesada. Queremos talvez saber quanta maconha foi encontrada.
Já que o comunicador social coloca as coisas nestes termos: quanto pesou mesmo a maconha antes de pesada? Imagine se aparecer uma diferença!
Já que o comunicador social coloca as coisas nestes termos: quanto pesou mesmo a maconha antes de pesada? Imagine se aparecer uma diferença!
Depois de pesado é um preciosismo que castiga quem o usa.
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A) Escrever bem significa estar atento ao que se escreve e revisar o que se formulou. Ninguém escreve bem sem revisar. Sempre dá para melhorar. E muito!
B) Acertar a acentuação gráfica no português significa seguir a seguinte e simples orientação: As palavras portuguesas terminadas em a, e, o, am e em têm sua tônica natural na penúltima sílaba. As demais, na última. (Vale também para os plurais de ambos os grupos.) Sempre que a tônica se deslocar da tônica natural, incide acento gráfico.
C) A virgulação no português é complicada e (infelizmente) muito discutível. A lógica ajuda a acertá-la. Aqui vamos tratar também dela.
Ah! Ia me esquecendo da deusa gramática! Esta fica de lado o quanto possível. Dificuldades na escrita pouco se devem à falta de conhecimentos gramaticais e muito ao vício copiado de outros, ao desleixo e ao desinteresse. 3 malandros substituíveis pelo vício da perfeição, da vontade e do interesse.
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6 de maio de 2010
Dia: das Mães (crônica)
Nesses modernos dias comemorativos a abundar ano a ano , essas supostas verdades sucumbem à tradição , amoderna por definição .
Todas numa só aura . Até os homens sucumbem, cegam nessa. Ou calam mediante o maremoto publicitário e coronário .
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